Saiba quanto você paga de imposto em cada produto que adquire.

Pessoal, o jornalista Renato Carbonari Ibelli elaborou estes comentários que acho interessante que vocês percam alguns minutos pensando sobre:

“O brasileiro trabalhará 148 dias este ano apenas para pagar impostos. A alforria será na próxima sexta-feira, dia 28, mas as comemorações (e manifestações contra o abuso tributário) já começaram. Hoje, o Dia da Liberdade de Impostos será lembrado em diferentes cidades brasileiras.

A data, 25 de maio, foi escolhida porque, em 2003, quando aconteceu a primeira manifestação, eram necessários exatos 145 dias de trabalho pelos brasileiros somente para pagar tributos.

De lá para cá, a carga aumentou e este ano serão mais três dias de esforço para se livrar das obrigações tributárias, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Os brasileiros estão entre os que mais pagam impostos no mundo.

Trabalhando tanto tempo para pagar tributos, só ficam atrás dos suecos (185 dias) e dos franceses (149 dias). Os 148 dias foram calculados pelo IBPT para a renda média mensal.

Para a baixa renda – até R$ 3 mil –, são 141 dias de esforço.

Para a média renda – R$ 3 mil a R$ 10 mil –, são 157 dias, ou seja, a maratona tributária vai até 6 de junho.

Para a renda alta – mais de R$ 10 mil –, serão 152 dias – até 1º de junho.

Independentemente dessas variações, a data simbólica da Liberdade de Imposto em 25 de maio é usada por entidades para promover ações que visam conscientizar a população sobre o peso dos tributos no dia a dia.

Algumas dessas ações são práticas. O Movimento Endireita Brasil e o Instituto Ludwig Von Mises, por exemplo, irão subsidiar 6 mil litros de gasolina, que serão vendidos sem os tributos normalmente embutidos no combustível.

Extirpando os impostos, o litro da gasolina, normalmente vendido a R$ 2,4, custará R$ 1,18. Ou seja, 53,3% do preço do produto são tributos.

A venda desonerada acontece no Centro Automotivo Portal das Perdizes, localizado na Avenida Sumaré, esquina com a rua Dr. Franco da Rocha.

Movimento – Ações relacionadas à data serão estendidas ao longo do mês de junho, de acordo com Ricardo Salles, representante do Movimento Endireita Brasil. Segundo ele, usuários das redes sociais Facebook e Twitter poderão comprar pela internet produtos oficiais da Copa da Mundo, como camisas da seleção brasileira e a bola dos jogos, sem impostos.

‘O objetivo da data é alertar o brasileiro sobre as taxas pagas a cada bem ou serviço comprado. Muitos brasileiros não sabem que pagam cerca de 40% de imposto em cada produto comprado. Isso ocorre porque os tributos não são abertos, aparecem escondidos nos preços’, diz Salles.

Um estudo realizado pelo IBPT em 2005 já mostrava essa realidade.

À época, o levantamento apontava que apenas 14% da população sabia que pagava Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A taxa é justamente a que mais pesa no preço dos bens de consumo, mas como não aparece discriminada, e sim embutida no valor final, não fica evidente sua cobrança.

Pior ocorria com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e com o Imposto sobre Serviços (ISS). Ambos só eram conhecidos apenas por 2% dos entrevistados.

A realidade de 2005 não deve ser muito diferente da atual, em que pese os esforços de entidades privadas em evidenciar a tributação embutida nos preços ao longo dos anos.

É curioso lembrar que o brasileiro trabalha 148 dias por ano apenas para pagar impostos, e que eles consomem 40,54% da sua renda bruta anual, conforme o Instituto de Planejamento Tributário, mas, mesmo assim, a maioria dos contribuintes desconhece o que está pagando em cada compra que faz.

Brasileiro trabalha mais dias para o Leão:

Apesar de não ser a maior do mundo, a carga tributária brasileira pode ser considerada a mais cruel, por ter forte peso sobre o consumo.

A quantidade de impostos paga por um indivíduo de baixa renda será a mesma de alguém de renda alta no momento da compra de um produto.

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), 65% da tributação recai sobre o consumo.

Sobre os alimentos, a média cobrada é de 22,5%, bem acima da mundial, que é de 6,5%.

Esse fator eleva consideravelmente o preço de itens básicos, como açúcar. A carga que recai sobre tais produtos da cesta básica é de 32,33%.

Há vários projetos parados no Congresso Nacional que tornam obrigatória a disriminação dos impostos na nota fiscal de cada compra.

A proposta que ganhou maior repercussão foi o Projeto de Lei nº 1472/2007, apelidado de ‘De Olho no Imposto’.

Idealizada pelo ex-secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, ela foi aprovada nas Comissões de Defesa do Consumidor, Finanças e Tributação, e ainda na de Constituição, Justiça e Cidadania.

Mas não caminhou desde então.”

2 Respostas

  1. Sergio Miranda
    | Responder

    Que Absurdo …. Quando vamos reclamar…..

  2. Mayara Magdalena
    | Responder

    Isso é uma vergonha para a população brasileira..pagar impostos tão absordos..e não obtermos nem 10% de retorno..como uma boa estrada..ou colegios em estado apresentavel ao menos..
    e ainda somos obrigados a escutar rumores de que ira haver corte no decimo terceiro..
    Bom pelo pouco que entendo..Axo q os deputados..senadores..ou quem for a cabeça lá em cima..trabalha à seu beneficio próprio não da população em geral..

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