Redes Sociais, o perigo na conquista de uma vaga. Impressionante!

O que se comenta em rede social nem sempre revela o verdadeiro caráter ou a real personalidade do postante. O perfil da pessoa que está na rede não necessariamente corresponde ao perfil em um ambiente de trabalho ou em uma reunião presencial de amigos.

A rede social serve para infinitas formas: descontração, diversão, zueira, azaração, desabafo, apelos, utilidade púbica. Mas não podemos confundir um ambiente virtual com o meio real.

Emprego é coisa séria, é sustento próprio ou da família. Considera-se minoria quem arranja emprego para descontrair, é mera exceção. Assim sendo, pesquisar o perfil dos candidatos utilizando-se da rede social para uma prévia análise é acabar, meio que indiretamente, com o ritmo descontraído das redes sociais. Toda vez que alguém candidatar-se a uma vaga vai ser orientado, doravante, pelos profissionais da área, consultores, etc, a alterar seu perfil e apagar certos e determinados postagens, ocultar ou deletar fotos “comprometedoras” e restringir opiniões sobre determinados assuntos antes de uma entrevista para início de seleção.

Da maneira como as coisas caminham logo logo quem estiver empregado poderá agradecer aos consultores a forma como maquiaram seu perfil que disfarçou os excessos de final de ano, as brincadeiras com os amigos, as fotos mais à vontade na praia, o beijo, etc.

Mais uma vez, nesse país, voltaremos ao patrulhamento ideológico, à repressão das opiniões mais livres de nosso pensamento, à vontade de exibirmos um pouco da nossa vaidade ou sensualidade de forma descontraída, sem julgamentos. O que nasceu e cresceu para ser descolado, suave, vai começar a ser levado a sério demais. Os tribunais acabaram com a revista íntima. Esperamos não precisar recorrer aos mesmos para acabar com a pesquisa nas redes sociais como forma de pré julgamento moral.

Este artigo foi escrito em resposta a: Comportamento nas redes sociais torna-se novo critério em processos seletivos

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