Policial: “Preste Atenção Nesse Cara”

Desde quando um policial não pode ter dinheiro? Desde quando um policial não pode ter vida de classe média ou rica?

Por incrível que pareça a sociedade observa um policial com vida melhor como se fosse desonesto.

No mínimo “roubou” para ter aquele carro, aquela casa, aquela moto ou aquela roupa, etc.

É como se um policial tivesse que ser pobre sempre, andar de carro 90 para trás, andar modestamente vestido, não usar nenhum acessório pessoal e colocar os filhos sempre em escola pública.

Sem se falar na proibição de ser sócio de clube, almoçar em restaurante fino ou frequentar lugares da alta sociedade.

Policial não pode ter acesso a essas oportunidades.

O raciocínio é claro de vez que a sociedade, através dos governantes que elegemos, paga a um policial pouco mais de mil e trezentos reais. Estamos falando da grande maioria da classe.

Pagamos essa quantia e exigimos o quê em troca: total honestidade, ilibada conduta social e proteção vinte e quatro horas.

No fundo, queremos que o policial nos proteja, dando sua vida para proteger a nossa ou de nossos familiares.

Se ele perder a sua vida, e a família dele ficar desprotegida, o que realmente acontece, não nos importamos porque, infelizmente, ele morreu no cumprimento de sua nobre missão, proteger-nos.

Mas será que a sociedade protege o policial? Nós nos importamos com eles?

Não, nem um pouco. Existem bares, cafés, botecos e restaurantes que não gostam nem que o policial chegue perto.

Imaginam que vão tentar comer de graça ou pedir alguma coisa sem pagar.

Pagamos um salário miserável para aqueles que exigimos proteção. Mas a alimentação é problema deles, o nosso é que corram atrás dos bandidos quando chegar a nossa vez.

Muitos colocam gasolina do próprio bolso nas viaturas para cumprir o dever. Muitos compram munição e arma melhor para proteger a população, pois aquela fornecida nem sempre é a adequada para o trabalho.

Agora vamos ao bandido.

Bandido vive na alta sociedade. Carros caros, último tipo, importados.

Armas cada vez melhores, mais leves, “importadas”, alta precisão, munição excelente.

Transitam bem vestidos, frequentam altas rodas, restaurantes caros, filhos estudando em colégios de primeira linha, mulheres deslumbrantes.

Alguns são artistas, atletas, outros empresários, alguns diplomados, até eleitos.

A sociedade “paga um pau” para esses. Todo mundo quer estar junto, tirar foto, almoçar e jantar na companhia, os “caras” tem dinheiro, mas todos fazem questão de pagar para eles.

A sociedade dá carro, roupas de grife, enfim, eles podem pagar, mas ganham.

Quando são presos, aí sim, todos ficam admirados. Mas, como, fulano era “gente fina”, educado, elegante, mulher bacana, enfim, como pode ser bandido?

Podem perceber que as operações da polícia Federal quando prendem todos se espantam. Ninguém nunca esperava que aquelas pessoas tão conhecidas da população possam ser “criminosas”.

Ninguém está dizendo que não existem policiais corruptos ou bandidos. Afinal, em todas as classes existem corruptos e desonestos.

A questão que se quer frisar é que o policial que tem dinheiro já é visto como desonesto, até mesmo pelos seus pares.

Ninguém pensa que aquele policial pode ser de família rica, o pai, a mãe, o avô, enfim, alguém tem ou toda a família tem dinheiro.

Será que não pode existir idealismo nessa profissão ou todos prestam concurso por falta de opção melhor? Pode até ser, mas, de toda sorte, todo concurso tem aquele percentual que entra por interesses diversos, menos o idealismo.

Vamos falar na regra. Quem presta concurso para a carreira de polícia pode ser idealista, pode ser de família rica.

E mais, um policial pode ser casado com mulher de família rica, ou mulher que trabalha para ajudar na renda familiar.

Da mesma forma, pode ganhar um dinheiro extra participando de uma sociedade empresarial ou fazendo o chamado “bico”, de vez que o salário é vergonhoso. O “bico” já é admitido, inclusive, por lei, ou seja, um reconhecimento oficial de que os proventos são insuficientes.

A polícia paulista, na verdade, é a segunda pior remunerada no Brasil.

Se você denuncia um policial, imediatamente ele é chamado na Corregedoria. Sua vida é investigada e passada a limpo. Contudo, na maioria das vezes ninguém investiga a procedência do dinheiro que ele possui.

Parte-se logo do pressuposto que, se tem dinheiro, é porque não é lícito. Aliás, mais uma prova de que a remuneração é que é desonesta. Se investigam é porque sabem que pagam mal.

Mas ninguém se preocupa em apurar se há a possibilidade do dinheiro existir por possibilidades outras, tais como aquelas que mencionamos acima.

No mais das vezes vira instrumento político para denegrir a imagem de tal ou qual profissional. Para desmerecê-lo, puni-lo, transferi-lo ou mesmo, humilhá-lo.

Exigir desses profissionais que sejam heróis sem que a sociedade forneça condições para isso é querer fechar os olhos para a nossa responsabilidade.

Pode existir policial pobre e honesto, assim como existe policial rico e honesto.

A investigação moral e financeira, afora a funcional, tem de ocorrer sobre o ato, em si, praticado, ou sobre a possibilidade de existência de numerário diferentemente dos proventos recebidos.

Tem de ser dada a chance administrativa do profissional explicar porque possui uma vida melhor apesar da remuneração vergonhosa que a sociedade lhe impõe.

Nunca condenar moralmente um policial em decorrência da possibilidade de ter uma vida pouco melhor que os outros.

O que se deve é investigar a origem dessas melhorias que, comprovadas, fazem desse profissional um verdadeiro idealista.

Quanto aos bandidos, não vislumbramos bandidos idealistas. Sabemos que a ocasião faz o ladrão. Existem as exceções dos furtos famélicos. De resto, todo crime deve ser punido.

Quem tem emprego, carreira definida, boa vontade e vergonha na cara, não precisa delinquir para sobreviver.

Transformar policiais em corruptos apenas porque possuem melhores condições financeiras é a mesma coisa que transformar bandidos em cidadãos respeitados apenas porque demonstram ter dinheiro.

A origem de tudo deve ser sempre apurada. Com critérios técnicos e não políticos.

O Brasil precisa urgentemente aprender a ser técnico conclusivo, e não político destrutivo.

Somente assim poderemos confiar mais nos homens e nos seus métodos, poderemos nos unir e reprimir quem merece realmente, nunca desmerecendo quem trabalha corretamente, mesmo que aparente sinais externos de riqueza, que podem ser honestos.

Os policiais andam armados tanto quanto os bandidos. A questão é que com relação aos primeiros são concursados para trabalhar para nós.

A nós, portanto, compete valorizá-los, remunerá-los e estimulá-los para nos servir cada vez melhor.

Os bandidos seguem seus códigos de valores próprios, os policiais seguem aqueles que lhes fornecemos.

Quanto mais eles se sentirem politicamente protegidos por nós, mas nos protegerão com o dever a cumprir.

São iguais a nós, com a diferença que na hora da bala somos eles que queremos que fiquem na nossa frente.

Na política social, que tal ficarmos na frente deles?

16 Respostas

  1. Felipe de Abreu
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    É um absurdo, uma invesrão de papéis. Hoje quem menos trabalha recebe mais, os criminosos tem mais poder do que os honestos. Mas isso é uma cultura que dá poder a esses “emergentes”. O governo permite isso, afinal como pode existir o bolsa presídio. Fizemos uma matéria dia desses aqui na TV que falava justamente isso, A família de um criminoso recebe 800 reias por mês enquanto ele estiver preso, fora da cadeia ele era porteiro e recebia 500. Logo, o que é melhor? Roubar ou trabalhar?
    Tem muita gente que prefere mudar de profissão.
    Hoje o policial se sente menosprezado, não pode trabalhar, se prende, a justiça solta, se trabalha de mais, entram os interesses de outras pessoas, se mata entra a comissão de direitos humanos, qual a liberdade da polícia?
    Absurdo…hoje a polícia trabalha, mas não consegue trabalhar…
    Como pode um delegado 3ºclasse, mais de 10 anos de polícia, receber 4 mil reis de salário. Hoje você consegue sobreviver com quanto?
    Depois proibem o bico…concordo, se o policial trabalhasse só para a polícia o serviço seria bem melhor, mas para isso tem que pagar vbem né?
    Abraços

  2. Rogério Gregório
    | Responder

    Há muito tentamos alertá-los, porém o tempo esvai-se.
    Vislumbramos um futuro sombrio, resultado do desinteresse da sociedade em geral.
    O Estado de São Paulo está a mercê do crime organizado, o qual encontra-se enraizado na estrutura político-estatal.
    Observem os problemas que ocorrem no México.
    Os ataques do PCC, recordam-se?
    Vocês têm idéia do poder dessa organização?
    A novela, o futebol, o carnaval entre outras manipulações de massa, estão entre vossas prioridades?
    A realidade irá dissipar vossas ilusões.
    Poucos têm noção.
    Essa minoria, está inserida nas escolhas da maioria.
    Haverá muita lamentação.
    A escolha cabe a cada um.

    Abraço

  3. Gianna Monteiro
    | Responder

    Policiais sérios merecem nossa gratidão, respeito e valorização! O que seria de nossa atual sociedade sem esses dedicados profissionais? Se ao invés de considerá-los corruptos ou coitados, começassemos à chamá-los de dedicados servidores da ordem e paz, que merecem melhorias sociais, econômicas, condições dignas de vida e, como qualquer outro ser humano tem vontade de crescer!
    A diferença não esta na profissão e sim no profissional!
    Vamos valorizar o Brasil e nossa gente, só assim teremos a perspectiva de um mundo melhor.

  4. Rodrigo Melo
    | Responder

    Sinceramente, eu acho que todo Policial que tem patrimônio muito superior ao seu salário DEVE sim ser investigado se não apresentou declaração de bens compatível com sua riqueza no momento do ingresso na Polícia. Todo funcionário público deve anualmente atualziação de seus dados cadastrais na policia, portanto, se ele enriqueceu e não declarou, DEVE sim ser investigado. Os policiais ESTADUAIS idealistas de família rica ou casados com uma mulher milionária ( do tipo ex da suzana vieira) não correspondem a 1% do total do efetivo do país.

    Agora se você está se referindo a Policiais FEDERAIS, com salário de classe média alta, com certeza a história é outra.

    Dos policiais estaduais milionários, pode ter certeza de que a grande maioria enriqueceu como o Álvaro Lins. Não tenho dúvidas disso.

    Solução: EQUIPARAR o salário de todos os policiais com o dos policiais FEDERAIS e aumentar o nível de exigência e qualificação deles. Chega de policial mal educado, mal encarado e com péssima pontaria!

  5. JULIO CELIO DE OLIVEIRA
    | Responder

    É um jogo de cartas marcadas. Há honestidade; há oportunismo; há corrupção descarada. A generalização é um erro. Mas o fato é que a estrutura “paralela” deixa a honestidade fragilizada e valoriza o caminho do mau.
    A questão salarial não justifica a corrupção. Todos sabem do compromisso assumido, do juramento que fizeram ao ingressar. Por mais difícil que seja a situação financeira, a corromper-se é ser do mau.
    “Quem não deve não teme”. Mostro a quem quiser minha declaração de imposto de renda; disponho-me a teste para verificar uso de entorpecentes; ou qualquer outra medida de avaliação do caráter do policial. Muitos temem tudo isso, mas o topo da pirâmide é a diretriz. Este é o referencial entre o bem e o mau. É preciso discernir “onde” está o “lado direito da força”, pois na realidade,
    o bem e o mau estão misturados, não distintos como na trilogia de George Lucas. Como o “Anaquim Skiwalker” deixou-se vencer pelo lado negro da força, muitos policiais perdem este combate dentro de si. Reconheço que salário baixo ajuda a aniquilar o bem no interior dos de menor caráter.
    Uma Polícia Estadual autônoma, estaria um tanto mais desvinculada da política, seria mais eficaz e eficiente.

  6. José Maurício de Castro
    | Responder

    Prezado Sinckar,

    Somente hoje estou vendo o seu artigo. Ele desperta reflexões interessantes e constatações deprimentes.

    Estamos assistindo neste momento a situação da segurança pública no Rio de Janeiro. Os policiais estão trabalhando de maneira ininterrupta há vários dias. Interessante é que lá, como de resto em quase todo o Brasil, os policiais militares vivem em favelas, já que a sua remuneração não lhes permite alugar ou comprar imóvel em outra região. Em decorrência, têm que ocultar a sua condição de policial enquanto estão na sua comunidade, pena de serem eliminados sumariamente.

    O Rio de Janeiro, apesar de contar com uma receita expressiva, em razão dos “royaltes” recebidos, deve estar em último lugar em termos de remuneração de sua polícia. Ou seja, uma vergonha. Os nossos políticos e neste caso os governadores Cabral e Serra preferem gastar o monumental orçamento de seus Estados em obras que deem retorno eleitoral e somente valorizam as forças de segurança a nível do discurso. Assim como fazem com a educação.

    Está tramitando no Congresso uma Emenda Constitucional que pode vir a melhorar significativamente a situação (PEC 300, já que prevê a criação de um piso salarial equivalente ao da Polícia Militar do Sergipe. A melhor remuneração do Brasil é a da PM do DF, que é federal. Em seguida vem a da PMSE. Naturalmente há Estados que não têm receita para suportar a folha de pagamento da sua Polícia, tornando-se necessária a participação da União no custeio de tal despesa.

    Em relação às suas reflexões sobre policiais ricos e bandidos ricos entendo que a situaçao deve ser objeto de vigilância constante. Como você mesmo disse, se um policial recebe menos de R$1.500,00 por mês, ele dificilmente vai chegar a ter um patrimônio vultoso, a não ser em caso excepcionalíssimos. Se um policial com um salário como o acima mencionado aparece de carro do ano no serviço, adquire sítios ou mansões, promove encontros sociais, etc,é preciso que a Corregedoria ou Serviço de Informações de sua Instituição acompanhe com especial atenção a origem do patrimonio do servidor incompatível com a sua renda. Em casos que tais, via de regra, já que há exceções, a origem poderá ser a corrupção.

  7. Eduardo Bueno
    | Responder

    O que acabo de ler é algo surreal, uma pessoa que não é policial ter essa mente lúcida e essa clareza de idéias ao tratar desta nobre profissão.Sem dúvida meu caro Shinckar, vivemos em uma sociedade preconceituosa que exige o máximo do policial dando-lhe o mínimo de condições e exigindo uma conduta ilibada do profissional, quando não heróica.Em nome dos profissionais de segurança pública venho agradeçer-lhe o apoio e enalteço a sensatez com que tratou do tema, afinal policial não precisa ser pobre e ignorante para ser um bom profissional.Grande abraço e aguardo um convite seu para jantarmos no melhor restaurante da cidade, regado a um bom vinho e falando sobre política, religião, esportes, artes e lazer, afinal de contas policial também tem cultura.
    Eduardo Bonifácio Bueno – Investigador de Polícia

    • Luiz de Andrade Shinckar
      | Responder

      Eduardo: agradeço as palavras. Quanto ao convite, basta sugerir o dia e o local. Abraço, Shinckar

  8. cristiano mazzei
    | Responder

    A observação é simlpes, serviço policial e algo de relevância, é coisa pra quem não se intimida, é pra poucos .
    Pois a grande maioria diz que jamais jaria o serviço policial pra ganhar o que o policial ganha. Acontece que uma vez policial de verdade será muito difícil deichar de ser. O que deve ficar claro é que ser um bom policial requer muita dedicação, amor e respeito pelo próximo. Infelizmente,ser policial neste Pais é muito honeroso pois não a se quer qualquer tipo de preocupação por parte do poder público ou da sociedade com este profissional. A cada dia que passa o policial tem que estudar mais , treinar mais para permanecer vivo´e não vir a ser preso, pois um deslize se quer e o profissional é antes mesmo de ser julgado condenado. Muito obrigado. CrisMazzei Agepol….

    • Luiz de Andrade Shinckar
      | Responder

      Cris: a polícia civil utiliza-se do princípio de que o policial é culpado até que ele mesmo prove ao contrário.
      É a inversão do nosso entendimento basilar, o da inocência.
      Isso, contudo, é assim implementado porque não conseguem agir preventivamente, investigando, por antecipação, quais os bons e quais aqueles que dão sinais de forma de vida incompatível.
      Se houvesse a precedência, muitas injustiças seriam evitadas como as decorrentes de denúncias pessoais ou vingativas.
      Tudo isso, porém, e infelizmente, depende de política, política depende de partidos, partidos dependem de seres humanos, e quando falamos de seres humanos políticos, aí voltamos a toda uma reflexão sobre o País e seus aspectos culturais, desde a ausência de uma cadeira política no âmbito escolar até uma punição exemplar para os que saem da forma correta de conduta.
      Na verdade, resumindo, está tudo errado, mas compete a nós continuarmos na luta pelas mudanças.
      Agradeço a oportunidade que você me proporcionou para esse comentário.
      Abração.
      Shinckar

  9. Elisio S. Rodrigues
    | Responder

    É claro que não podemos generalizar os “PULIÇA” vagabundo que entram na corporação para praticar crimes. Infelizmente, a maioria dos casos de corrupção mostrados na mídia, os bandidos travestidos de policiais ostentam bens incompatíveis com o salário, daí todos pagam!

    Conheço pessoas que Sào POLICIAIS por prazer, querem fazer cumprir a LEI e não precisam arriscar suas vidas, nasceram em “berço de ouro” e são ricos, filhos de empresários etc…

    Mas, infelizmente na grande maioria os pilantras pulam de lado por ambição de ter vida boa e começam a roubar, traficar e outros crimes que deveriam punir e evitar.

    • Luiz de Andrade Shinckar
      | Responder

      Elísio: tem razão, em todas as profissões existem os maus profissionais. O que nos anima é que os bons são nossos amigos e companheiros. Abração. Shinckar

  10. ESPOSA DE UM POLICIAL
    | Responder

    Sou esposa de um policial militar de SP e também sou filha de um Policial aposentado, o qual dedicou 30 anos de sua vida a uma profissão que hoje não lhe dá a menor gratidão, ora pela sociedade, ora pela corporação, nem financeiro e muito menos em respeito. Ressalto que mais difícil do que ser filha é ser esposa, afinal, justificar ao seu filho que o pai dele não está presente nos seus primeiros anos de vida não é fácil, mas tudo têm-se um preço, e meu marido optou por trabalhar e muito, para nos proporcionar a possibilidade de um colégio particular, de um restaurante um pouco mais caro, entre outras “regalias” que não são benefícios, são necessidades e ao longo desses 15 anos de corporação eu sempre o ajudei, trabalhei fora, economizei no que pude, me formei em segurança privada, abri uma consultoria, hoje estudo em duas faculdades, uma de Ciências Contábeis e outra de Direito, sempre com a ajuda financeira dele, que mal dorme 4 horas diárias para nos beneficiar (isso quando dorme, pois já virou 36 horas de trabalho entre corporação e bico sem dormir). Já participou de diversas ocorrências e muitas delas com êxito e muito profissionalismo. Sou fã do meu marido, meu marido não é bandido, ele é um Policial. Gostaria que todos tivessem a mesma percepção do Dr.Shinckar, gostaria que os professores de Direitos Humanos que são tendenciosos aos direito do marginal lessem o referido artigo, pois não precisa ser policial para sentir as dificuldades da profissão, transpassada claramente no texto e reforçado pelo preconceito de poucos que somente Policial Federal têm os direitos mencionados nele. Quando alguém está em apuro qual número que disca, para qualquer situação? 192,193,194 (para quem não sabe é o telefone da PF) ….não, imeidatamente ligam 190…Parabéns Dr.Shinckar, afinal só quem faz parte dessa família sabe a aflição que sente quando o telefone toca e é somente um engano…e não uma fatalidade. Sucesso! Fica com Deus!

    • Luiz de Andrade Shinckar
      | Responder

      Neyla: seu desabafo foi tão perfeito quanto seu modo de escrever. Parabéns. Terei orgulho em tê-la como colega. Abraço. Shinckar

  11. Alexandre P. Borges
    | Responder

    Prezado Dr. Luiz Schinckar,
    Acabei de receber um e-mail com uma texto de sua autoria (14/09/2010), cujo título é: “Desde quando um policial não pode ter dinheiro?”.
    Achei simplesmente genial; sou Investigador de Polícia na SSP, há 21 anos, e em todo esse tempo, jamais havia lido algo escrito com tanta propriedade, que tive a curiosidade de pesquisar, se o autor dessas linhas existia mesmo, ou se tratava de um fantasma.
    Para minha grata surpresa, achei-o e vi não se tratar de um “mané” qualquer; (com o perdão da palavra, mas com o devido respeito e sinceridade); muito pelo contrário.
    Venho por meio destas poucas linhas, parabeniza-lo por tamanha visão e sensibilidade com nossa categoria, tão esquecida, sucateada e a beira de um colapso.
    Parabéns e que Deus o abençoe e continue fazendo-o esse Grande Homem, que apesar de não cohece-lo, por este texto demonstra ser.
    Cordiais saudações.
    Alexandre P. Borges
    Investigador de Polícia

    • Luiz de Andrade Shinckar
      | Responder

      Alexandre: agradeço suas palavras. Fiquei muito feliz. Forte abraço. Shinckar

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