O Quê Você Está Fazendo Aqui?!

Pergunta simples, resposta direta: ninguém sabe!
Somos uma forma de evolução. Surgimos por que outra forma de vida desapareceu.
Persistimos porque a natureza e o universo vão permitindo.
Mas até quando?
Podemos terminar a qualquer momento, independentemente de nossa vontade, por enquanto, ao menos.
Essa é a razão da grande preocupação dos psicólogos quando afirmam que ninguém pode existir sem um objetivo. Mas ter um objetivo é a grande finalidade da vida?
Não, a vida é a finalidade da existência. Você existe porque sim. Não viemos para uma finalidade e, sim, porque um em seis milhões de espermatozoides era o seu. Isso é o suficiente para demonstrar que você já é um ser de sorte e infortunístico.
Já fomos concebidos aleatoriamente, e assim permanecemos até o fim, alienados.
Achamos que entendemos, que sabemos quando, na verdade, estamos sempre aprendendo. O fim é a última lição.
Bem, o problema é que é tudo tão grande que selecionamos um espaço para existir. Só nosso. A isso chamamos de família, bairro, sociedade, cidade, Estado, País e Universo.
Mal dá tempo de curtirmos os três primeiros. Os outros dois de vez em quando. O penúltimo dificilmente. O último, praticamente impossível.
Assim sendo, nos recolhemos no nosso mundinho, procuramos uma motivação para tocar e vamos indo.
Estudo, posição social, poder econômico, cada um tem o seu para se divertir.
E passam-se os tempos até que descobrimos que estamos indo rápido demais. Tanto insistimos que acabamos por apressar tudo, sem querer.
Muitas vezes uma doença, outras vezes um revés social, político, financeiro e paramos, agora sim, paramos para pensar.
Puxa vida, estava tudo indo tão bem. E agora? Temos de mudar, mudar hábitos, conceitos, atitudes, horários, rotinas, costumes, tudo, tudo que fazíamos teremos de mudar para ganhar mais tempo, mais devagar, tentando recuperar aquele que tão depressa nem vimos passar.
Aí começamos a prestar a atenção nas coisas, coisas do mundo, coisas do bairro, da família, da sociedade. Coisas de você.
Nossa, somos esquisitos e não percebemos. Não tínhamos tido tempo para pensar nisso. Mas, agora, quanto temos de tempo para pensar? Quantos anos, quantos meses, quantos dias? Não se sabe ao certo.
Não viemos para nada disso, viemos apenas para viver, para existir, pura e simplesmente. Em nós o ciclo é ao contrário. Quando nascemos provamos para a natureza que nossa espécie continua evoluindo, pelo simples ato de existir. Somos animais em pé. Tão selvagens quanto os outros, mas disfarçados de inteligentes. Fraco disfarce, mas que vem sendo sistematicamente usado como forma de convivência.
Não existimos para fazer nada. Não existimos para ser alguém. Somos algo, por isso existimos. O resto inventamos. Como fuga de nós mesmos, e para não encarar que não somos nada perante o Universo, criamos a possibilidade de que possamos ser tudo. Poderosos, fortes, malhados, inteligentes. Um vírus, bactéria, germe, tudo que é invisível nos derruba, mas quando melhoramos, lá vem a arrogância de novo. Quantos prometem que, se se curarem vão deixar de fazer isso ou aquilo, mas depois que passa, que nos sentimos fortes outra vez, nem lembramos do que prometemos.
Somos mentirosos, para nós mesmos, que dirá aos outros.
Temos de ter cuidado nessa vida, com nós mesmos. Somos a raça mais destrutiva e perigosa do planeta, basta termos a chance.
Existimos, e é só. Para nada mais servimos, apenas para provar à evolução que estamos na nossa vez. Olhando o nosso planeta de infinitamente longe percebemos a nossa insignificância.
Desta forma, agora, se conseguirmos entender o que quarenta, cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa, cem anos, podem fazer de diferença nessa bola azul que se equilibra no nada e que no nada também se insere, vem a verdadeira consciência, a real, a Universal, que realmente diz respeito a você, e não à sociedade ou religião. Lembre-se, a melhor frase que o mundo dos negócios criou é a de que “ninguém é insubstituível”.

Considerando que a fila andou, e que você foi simplesmente ejaculado, vale a pergunta apenas para questões de mera especulação existencial: “O quê você está fazendo aqui”?

2 Respostas

  1. Luiz Armando Martins
    | Responder

    Prezado Colega.

    Temos a grande felicidade de pertencer a este mundo e a infelicidade de ver o próprio ser humano destruindo-se paulativamente. Essa sua pergunta é interessante e de vasta interpretação, dependendo do ângulo ou da perspectiva da vida de cada ser humano aliada a experiência e a vivência no dia a dia, nesta terra. Eu pergunto ao mestre ” O que você está fazendo aqui “

  2. Herbert Gieg
    | Responder

    Me sinto forte o suficiente hoje em dia pra fumar um maço de cigarros por dia. A pouco tempo atrás estava prometendo parar completamente por puro desespero.
    Essa arrogância é um tipo de burrice, só encontrada na única espécie pensante do planeta.

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