O caso Leonardo.

1998: JORNAL DIÁRIO POPULAR (São Paulo) – seção Revista, página 1

Aos 51 anos, o Leonardo das músicas românticas Memórias e Meu Dilema, gravadas por Fafá de Belém, e Não Diga Nada, de Gilliard, quer evitar que o Leonardo (na verdade Emival Eterno Costa) de Entre Tapas e Beijos, Pense Em Mim e Não Aprendi Dizer Adeus use, sozinho, o nome que o tornou famoso pela dupla.

“Não estourei porque não tive mídia favorável por não fazer parte de um movimento emergente”, analisa. “Mas não sou um qualquer. Tenho 21 discos gravados, cinco discos de ouro e fãs. Sou irmão do compositor Michael Sullivan.”

“Não fiz fortuna e preciso continuar trabalhando”, afirma o cantor romântico. Ele afirma ter contratado o advogado Luiz Shinckar para cuidar dos seus direitos.

25 de Agosto de 1998 : REVISTA CONTIGO! – seção O Mundo da TV, página 72

O início da disputa aconteceu dia 16, no Domingão do Faustão. O pernambucano diz ter ficado muito triste ao ver o apresentador anunciando Leonardo.

“- Nós temos os casos do grupo Gera Samba, por exemplo, que ganhou uma ação contra o atual É o Tchan. O mesmo aconteceu com uma segunda banda, chamada Companhia do Pagode, hoje, Na Boquinha da Garrafa” – esclarece Shinckar.

O advogado entrou com uma notificação na semana passada, solicitando que o sertanejo tivesse uma conversa amigável com seu cliente, para futuro acordo.

“Precisei recorrer à Justiça pois há muito tempo estou procurando o Leonardo e ele não me dá retorno. Se persistir assim, o caso fugirá da minha alçada. Sou a vítima dessa história e vou lutar por meu direito. Tenho família para sustentar e dependo de minha carreira, do meu nome artístico para isso” – endossa Leonardo, sugerindo que o sertanejo passe a assinar, por exemplo, Leonardo Costa.

28 de Agosto de 1998 : JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ (Goiânia) – capa e seção Local, página 4

O advogado do Leonardo pernambucano, Luiz Shinckar, afirmou que terá com base os casos do grupo É o Tchan (antigo Gera Samba) e da banda Jota Quest (antigo J. Quest) para orientar o processo. “Eles tiveram que mudar os nomes porque não tinham o direito de usar os antigos. Se não conseguirmos uma conversa amigável na semana que vem, pretendo interpor uma ação cautelar, com pedido de liminar, para o impedimento do uso do nome. Queremos resolver tudo de maneira justa, não temos a intenção de aparecer ou de conseguir dinheiro”.

16 de Setembro de 1998 : JORNAL DIÁRIO POPULAR (São Paulo) – seção Revista, página 1

O advogado de Iveraldo, Luiz de Andrade Shinckar, entrou com ação ordinária na 6ª Vara Cível da Comarca de São Paulo pedindo que o sertanejo seja impedido de realizar shows, gravações e dar entrevistas utilizando o nome artístico que o deixou famoso ao lado do irmão. “Só quero que ele pare de usar o nome Leonardo até o juiz decidir quem tem razão”, explica Shinckar.

Entre os argumentos encaminhados à Justiça no dia 10, Shinckar juntou mais de 100 documentos para provar que o cantor romântico se apresenta como Leonardo desde 1975, antes do sucesso da dupla sertaneja.

Segundo Shinckar, o recurso judicial foi utilizado porque o sertanejo não se manifestou. “Agora ele deve ser chamado a conversar na Justiça”, diz. “Não sabíamos da intenção dele de conversar com Leonardo”, rebate a assessora Edy Cury, acrescentando que o caso passou aos cuidados da gravadora BMG, no Rio de Janeiro.

17 de Setembro de 1998: JORNAL METRÔ NEWS (São Paulo) – seção Variedades, página 7

O cantor Leonardo – na vida real, Emival Costa -, da ex-dupla com Leandro, pode ser proibido de usar o seu nome artístico se a Justiça der ganho de causa a ação ordinária impetrada pelo advogado Luiz de Andrade Shinckar, que representa o cantor romântico pernambucano Iveraldo Lima, que há mais de 20 anos utiliza o nome artístico de Leonardo.

Segundo Iveraldo Lima, desde que Emival Costa iniciou a carreira solo, mantendo o nome artístico de Leonardo, ele, Iveraldo, está sendo prejudicado, com shows cancelados, sendo alvo de piadas e já tendo até recebido carta de pêsames pela morte do irmão.

21 de Setembro de 1998: REVISTA ÉPOCA (ano I nº 18) – seção Gente, página 144

Pintou rusga na MPB. O cantor Iveraldo Lima, que usa o pseudônimo Leonardo, entrou com ação na Justiça contra Emival Costa, o Leonardo que fazia dupla com o irmão Leandro, para que ele escolha outro nome. “Sou Leonardo desde 1976”, alega. Segundo seu advogado, Luiz de Andrade Shinckar, “tem privilégio quem usa o nome há mais tempo”. O Leonardo mais famoso escapa com diplomacia: “Cuidaremos do caso”, diz.

2 Respostas

  1. Rafael de Oliveira
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    É, ambos são grandes cantores, sem dúvidas! porém, o correto é o primeiro, o Leonardo de Pernambuco; conheço-o bem antes do Leonardo da antiga dupla, há muito e sempre com o nome Leonardo, portanto, tráta-se de um caso de justiça..

  2. Mariel
    | Responder

    Nossa!!!! ainda bem que o Leonardo (Emival Eterno da Costa) pelo visto ganhou essa causa, pois acho que isso não tem nada haver, se o Iveraldo usava esse pseudônimo… o Emival Eterno (Leonardo) se tornou famoso ao lado saudoso Luis José (Leandro), usando o nome artistico de LEONARDO. E por isso acho que jamais ele deveria assinar como Leonardo Costa.

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