Feliz Natal a Todos!

14/12/2012 – 16h30
Próximos da morte, pacientes valorizam a amizade

da Livraria da Folha

“Desejaria ter ficado mais com meus amigos” é um dos cincos lamentos mais comuns dos que estão para morrer segundo a enfermeira australiana Bronnie Ware. A sensação de que se “perdeu tempo” por não desfrutar da amizade é frequente.

Divulgação

Autora apresenta lições de vida em relatos de pacientes terminais
Por falta de tempo ou pela distância, o afastamento de amigos parece inevitável. No cotidiano, o enfraquecimento dos laços de amizade pode até não ser notado. Porém, a proximidade da morte mostra o quanto esse relacionamento é importante.

Alguns dos pacientes gostariam de voltar no tempo para poder ter longas conversas e estar na companhia de um amigo –mesmo que fosse para assistir um filme em silêncio ou ouvir música.

“Sinto falta de meus amigos, acima de tudo”, contou uma paciente. “Eu desejaria não ter perdido o contato com eles. Você imagina que seus amigos sempre estarão por perto. Mas a vida muda e, de repente, você se descobre sem ninguém neste mundo que lhe entenda ou saiba qualquer coisa de sua história”.

Com a intenção de expor ao mundo as lições que aprendeu prestando cuidados paliativos a pacientes terminais, Ware reuniu 17 relatos no livro “Antes de Partir”.

A publicação nasceu de um artigo escrito pela enfermeira, “Os Cinco Principais Lamentos dos que Vão Morrer”. O texto, em poucos meses, ultrapassou 1 milhão de acessos. Para preservar a privacidade de amigos e parentes, os nomes foram alterados. Na introdução, a autora agradece as lições de vida que aprendeu nesse trabalho.

O volume é dividido em cinco lamentos: “Desejaria Ter Tido Coragem de Viver uma Vida Verdadeira para Mim Mesma, Não a que os Outros Esperavam de Mim”; “Desejaria Não Ter Trabalhado Tanto”; “Desejaria Ter Tido Coragem de Expressar Meus Sentimentos”; “Desejaria Ter Ficado Mais em Contato com Meus Amigos”; “Desejaria Ter-me Permitido Ser Mais Feliz”.

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