Cotidiano Digital

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Para ler com calma: Na década de 1990, o governo sueco não só cortou o imposto como subsidiou computadores para que todas as famílias tivessem ao menos um. Formou uma legião de programadores. O governo investiu, também, em uma infraestrutura de banda larga. Hoje, 60% do país tem acesso a 100 mbps — só a vizinha Noruega e a Coreia do Sul batem. O resultado: Spotify, Minecraft, Candy Crush, Skype, SoundCloud. Só o Vale do Silício bate Estocolmo, em todo mundo, no número de startups que valem mais de um bilhão de dólares.

Diga-se… A Forbes tem uma lista de locais do mundo prontos para explodir como centros de desenvolvimento da tecnologia digital para além do Vale do Silício. Em primeiro, Xangai. Seguida de Toronto, Israel, Austin (Texas) e Phoenix (Arizona). Não há nenhum país latino-americano na lista.

Enquanto isso… Todo equipamento eletrônico entre US$ 50 e US$ 500 paga 60% de importação, além de ICMS estadual, aqui. No total, quase dobra o preço. Mais que US$ 500 e menos de US$ 3.000 inclui ainda uma taxa de R$ 150. O Estado brasileiro considera tecnologia luxo e não enxerga que seja de interesse uma política de incentivo. E, no preço pago pelo consumidor por banda larga, metade é imposto. Em 2016, o brasileiro pagou no conjunto 6% mais do que no ano anterior para navegar na rede, embora o número de usuários tenha diminuído. Porque os impostos aumentaram. Pois é.

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